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quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Nobel

Eu fiz o que pude.
Viver não é essa novela feliz que tanto vendem.
Aos vencedores do Nobel,
Meu nada sincero perdão.
Fiz nada além do comum,
Fiz uma ausência de atividades,
Fiz uma muralha em procrastinação,
Fiz mais não's do que o Pelé fez gols.
Fiz pouco, eu sei,
Mas viver não é tudo isso.
Pode-se tudo, tem-se nada.
Somos livres e não podemos...
Presos por nós mesmos,
Na nossa fantasia.
Pior que não ter nada é ter tudo
E se sentir vazio.
Vazio da alma, tão profundo
Que não há esperança que preencha,
Não há dor que cure,
Não há luz o suficiente.
Talvez seja nossa natureza,
Mas ao mesmo tempo em que
Se põe tudo a perder,
Seu organismo luta para viver.
É instinto.
É luta.
Pouca glória,
Poucas realizações.
Desculpa, mas eu fiz o que pude;
SIM!
Nós fazemos o que podemos,
Porque viver é se matar e ressuscitar...
Todos os dias.

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