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quarta-feira, 23 de agosto de 2017

Cessar (ou Perfazer)

Sobrevivi, a mim mesmo, mais uma vez.
Desisti de desistir
E mais uma vez eu estou aqui.
Não que isso seja eufemismo,
É realismo.
E mais uma vez, eu busco, a mim.
Extenuada,
Ainda presente;
Sentindo tudo, excedente.
Sem medir os danos,
Feitos.
Transcendi sob tudo!
Resgatei minha essência tão frágil,
Aquela que esteve sempre aqui,
Esta que não se esvaiu,
Até parece imortal.
E em meio às minhas mil versões
Encontrar a verdadeira,
Preciso me reencontrar,
Eu quero me reconhecer;
Voltar a ser eu mesma e assim,
Novamente,
Transcender.
Já usei máscaras,
Mas elas não se encaixam,
Ao formar quebra cabeças
Uma peça nunca se encaixava.
Ao pular de abismos,
No final, sempre sobrevivi.
E quanto mais eu me entendo,
Mais me desprendo de tudo o que há em mim.
Meu abismo é o medo, e meu medo é metáfora
Da incansável busca pelo fim.
A minha maior dor veio sem explicar,
Veio sem sentindo,
Veio de um amor não vivido,
Mas que procurei sem fim.
Eles não entendem,
Mas julgam.
Não entendem...
Nossa solidão!
Nossos não'os.
E por lembrar de tudo que já passou por mim,
Vi tudo que “era” se tornar o fim.
E de todas as dores sofridas para ser “feliz”,
Me toquei que era um sinal para, em tudo isso,
Valorizar o que dizem do ciclo chamado FIM.


Uma parceria entre

Henrique Abrantes
Millena Oliveira
Rodrigo Ribeiro
Karoline Soares Rodrigues
Maikon Santos
Priscila Carvalho
Danillo Bruno Ferreira
Ericson Maximo

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